O amor não é algo de indizível e indemonstrável, mas algo de demonstrável como o mais simples dos teoremas. A sua demonstração tem os passos que vão entre a vida e a morte.
Não há sobre a relva O improvável milagre Apenas o simples esplendor Do verde Da flor da ansiedade. Nada há que te devolva Os róseos dedos do amor Que não tiveste Nem sequer a chama fria Do lume que perdeste. Recordar que sonhaste Que sentiste sede e fome E não comeste Enquanto em ti rugia o leão da ausência E te ignorava o Deus da indulgência Não te devolve o tempo A ave da vida A imortalidade breve. Vives em possibilidade Precisas de amar até à derradeira neve. HENRIQUE DÓRIA
Creio Na morte como num antigo Hábito condenado E na imortalidade que vem Da palavra e do silêncio. Creio No mar verde da infância E no rio que nasce na minha mão direita. Creio Nos meus lábios dobrados Na noite e no amor Do teu corpo que escapa A toda a sabedoria. E subitamente Creio e não creio Que todas as estas coisas são Uma só. HENRIQUE DÓRIA Na morte como num antigo Hábito condenado E na imortalidade que vem Da palavra e do silêncio. Creio No mar verde da infância E no rio que nasce na minha mão direita. Creio Nos meus lábios dobrados Na noite e no amor Do teu corpo que escapa A toda a sabedoria. Creio e não creio Que todas as estas coisas são U ma só. Enter
Tive tantos sonhos entre as minhas mãos Mas perdi-os Outros guardei-os Mas não sei onde estão. Ando à sua procura. Talvez estejam escondidos Num velho tronco de oliveira Como os ninhos das poupas Talvez estejam no ventre da terra Como os ninhos das calhandras Talvez nas nuvens Talvez perdidos no mar. Talvez eles próprios sonhem Dentro na tua boca. Terei fazer depressa o caminho Para os apanhar Porque o mais certo É quererem voar Para o dorso de uma estrela cadente. HENRIQUE DÓRIA
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ResponderEliminarO amor é visível em todos os momentos que mesmo invisíveis nos levam ao outro, a nós, até ao momento da não existência.
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